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Mostrando postagens de 2009

“Se mostra SESC”

Perdoe-me a confusão literária no título, mas é que este período me deixa mais atordoado ainda. Declaro logo que não faço parte das correntes revolucionárias que são contra a Mostra SESC, muito menos participo da tal instituição citada, sou daqueles tão simples quanto a cultura, tão conciso quanto a diversidade cultural deve ser, ou melhor é! Não queria me pronunciar, porém é quase impossível, quero lhe relatar amigo leitor um constrangimento causado nesta quinta-feira (17/11). Dentre os muitos espetáculos da mostra escolhi ENCANTRAGO da Herê Aquino para assistir, estava marcado para o dia 17/11 às 23:00 horas no Galpão das Artes e em todas as mídias de divulgação da programação tinha uma observação que os ingressos iniciariam as vendas com uma hora de antecedência. Conhecedor da desorganização do evento liguei para o SESC às 21:00 para confirmar a dinâmica de comercialização da arte... ou digo, dos ingressos. E ai a surpresa: NÃO TEM MAIS INGRESSO. Mais um ano que os “crachazeiros”

e a nossa voz embargava de emoção

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Sem ti senti a falta de mim em meu peito Olhei-me e faltou-me o ar gélido no meu quente coração Fiquei escasso de paz e de tranqüilidade Angustiei-me em lágrimas quentes Pergunto a vós se já sentistes águas térmicas a rolar de dentro de nós   Com ti contei a todos o amor que senti Gritei sem voz para um público inexistente Corri por teu corpo como fogo ardente E guardei-me no sopro frio da tua boca   A partir triste e apático Percebi a iluminação do teu olhar E o carinho do teu falar   Tímido em teu medo vão Em componentes do teu abraço distante E em nossa voz embargada de emoção

por ser culturalmente artístico...

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Há uma enorme diferença entre ser remunerado e trabalhar com algo. Fiquei extremamente surpreso ao perceber a visão hostil dos profissionais que trabalham com arte. Vivenciei uma atitude inesperada que me despertou para uma enorme dúvida... o que é exercer-se profissionalmente em meio a um momento culturalmente excitante? O que nos faz organizar os nossos “aluninhos” e levá-los ao sete de setembro para marchar? Não quero discutir aqui as mediocridades que batem a nossa porta a centenas de anos atrás. Não quero pensar na democracia ou na república neste momento, mas sim no respirar cultural que as cidades vivenciam a cada escola que desfila, a cada aluno que fantasia-se tematicamente, a cada olhar que brilha dos antigos ao perceberem suas tradições sendo praticadas fielmente pelos mais novos. Grupos de Reisado, manifestações indígenas, religiões africanas, o poder militar mesclando-se com o cívico são expressões ímpares da minha cidade que pululam e preenchem um ambiente carente de mo

Defina-me ou te devoro

Vivo, hoje, em uma eterna complexidade delirante Procuro ser o mais simples possível, mas peço que a vida brilhe mais do que anteriormente Reflito sobre vários caminhos, sobre suas conseqüências e tomo atitudes que refletem forte luz nos olhos alheios... Ofusca, algumas vezes, o meu próprio olhar. Não sinto, nem ressinto coisas cotidianas, em meu recinto entram apenas afins. Torturo-me por decisões brilhantes e esqueço-me do detalhar-me, do construir-me , do definir-me. Do abraço que não escolhi ainda se darei, do formato de expressar-me que não optei por fazer... do vazio que invade cada atitude diária, repetida e nova para o meu consciente. Sou fazedor, pois como formador já me nomearam... agora quero fazer as coisas, não mais estudá-las, não mais descobri sua essência, não mais destrinchá-las como se fossem minhas e que me incidisse total direito sobre elas... quero apenas contemplá-las como a vida o faz diariamente. E nesse instante penso em olhos que brilham ao me ve
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Sem motivo...

Sem motivo para escrever... necessitei da escrita e tentei encontrar temas para abordar. Não sabia mais consultar minha alma. Estive tão envolvido com assuntos materiais que, mesmo em minha preparação espiritual, esqueci-me de mim. As minhas autenticidades esconderam-se internamente e sucumbiram. Sem ater-me ao destino sólido naveguei em mares líquidos, liquefeitos por restos de mim. Quis escrever-me, mas sem motivo escrevi a todos. Quis beneficiar-me, mas sem contato emanei a luz que de meu espírito é emanada para as minhas ações perispirituais. Quis e não quero mais deter-me na preocupação das coisas pendentes. Na falta da realização, quis paz e agora enobrecido de sensação pura, purifico aos meus. Quis ser o que sou e perdi-me na falta de paciência e de calma. Quis muito e na verdade quero bem menos. Dominado agora pela necessidade de escrever, pus, em minha mente, a aquietação do espírito, e instantanemente me vinheram essas palavras brutas e necessárias. Em mim, repouso farto. Vej

Eu, espelho de mim

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Sou um homem provinciano! E sendo o que sou me encontro em um alguém que media a relação comigo mesmo. É furtivo acreditar nos entremeios da descoberta própria e individual, sou extremamente impaciente para ser urbano com todas os seus melindres, com todas as suas estratégias e acelerações diárias, planejamentos, ônibus, grandes ruas, grandes avenidas, grandes prédios e grandes idiotas para esquecer seus objetos importantes em casa, esquecer inclusive a sua casa como propriedade de lar. Por outro lado, não me reconheço como rural, não tenho a paciência do homem do campo, não sei esperar a época certa de plantar, o dia correto de regar e o minuto único de colher. Não vivo de estações, eu as crio. Pensando nesses opostos me defino como completo provinciano. Sou da província, sou das metrópoles que não migraram do interior, sou urbanisticamente rural, minha cidade é cheia de verde e de fotossínteses constantes, sejam para produzir mais oxigênio, sejam para inspirar a circulação de nov

Coração Leve os anos

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Leve as pessoas, leve  o mundo Leve o ser que fui.   Coração siga o rumo dos rios E faça jangada quando chegar ao mar.   Nunca cruze a saudade  que em sorrisos frios Te afasta de amar.   Lembre-se do porto passado Que em teu passar tristeza deixou   Não te esqueças do tornado Que deixastes em terra Que contigo não carregou   Ah coração leve os anos Pois a dor se endurece em meu peito Cada vez que revejo os nossos encantos Que fujo e me guardo em passados teus Em teu passado solidão levou E a flor que desabrochou Na teia do ano que passou   Engana-se coração Ao pensar que por tua partida Me entristeço, me desespero Ou não te esqueço   Pois o tempo, coração, segue! E segue a ti e ao vento e quanto mais longe tu fostes mais anos estarão entre nós menos esperança haverá e mais conforto nos acalmará   Depois da tormenta, coração Seremos separados, Sejamos constatados Como doentes por termos nos afastado. * Esse texto foi ba
Não sabemos onde estar nem com quem estar apenas estamos   Caminhamos como partículas minúsculas, ínfimas e sugestivas   Somos manipuláveis, temos acessos de angústia, desespero, afetos que antecedem a libertação   Mas somos fracos, somos pequenos e medíocres   Há ainda os insabores das pernas alheias, dos beijos e afetos externos   Deveria ser assim com todos, com muitos sem exceções   Mas as dores que agora nos encontra são escadas e pontes   A cor que me falta sem tua presença, são escalas e pontos   Fatores que irão esfacelar-se ao te ver, ao te tocar ao te amar mais uma vez   Porém ainda haverão formigas no cérebro do pensante   Mas a tua presença removerá a angústia de não querer continuar
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É radiante a sua presença como fonte inexpressiva de ouro, que ilumina o nosso espírito mesmo na mais fria expressão.   Não são tuas as falas que acompanham o teu olhar, inebriantes formas deitam-se em meu peito ao esperar-te fantásticas cores explodem dentro de mim ao encontrar-te e vagando em teus sons, deleito e desfruto corrompem os nossos sentimentos.   Prazer recheado de amor, cores completas e vivas, ímpares, seculares, unicamente tuas.   De repente havia nuvens, talvez fossem estímulos teus, talvez os teus amores e carinhos gritassem.   Enfim despertamos e descobrimos que havia nuvens, que havia céu, mas que havia tudo em seu lugar, nada era ilusão, nada era feliz.   E não te encontramos, e não te vimos, e todos os seres residentes em mim choraram, como uma orquestra, como um compasso, como os limites impostos para a alma.   Saudades sentimos coletivamente, estágio passageiro e doentio da alma que corrompe o ímpeto e o í

Portas abertas, encostadas com tartarugas e escancaradas

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Somos simples, pode perceber! Somos gente, pode reparar... Somos todos que estão a esperar visitas para alegrar a casa, para dar vida às cores do nosso dia. Somos simples, mas não somos ingênuos. Seremos infantis, mas não tripudiados, estamos a sua espera e diremos quão esperada é sua visita depois que a encerrar. Somos isso, somos tudo, somos portas escancaradas nos corações singelos da natureza. Fomos coisas, fomos idéias agora sejamos apenas portas abertas e sem receitas!